Entrevista de Mônica Craveiro, da startup Fuse IoT

Não desistam: pode ser difícil, mas somos capazes!

Nesta entrevista, Mônica Craveiro mostra os desafios que enfrenta no desenvolvimento de soluções IoT.

Conte-nos um pouco sobre sua área de formação e trajetória profissional. 

Sou bacharela em Sistemas de Informação e Matemática. Minha carreira começou na área de Dados. Trabalhei com Planejamento e MIS e atualmente trabalho com Business Intelligence, além de IoT. Como meu background era Dados, nunca tinha me interessado por tecnologia, até que precisei cursar uma graduação na área técnica. Foi quando conheci a área de Programação e me interessei por ela. Após me formar, procurei me especializar e participei da 1ª turma de Front-End do [des]programe e da turma de FullStack da {reprograma}, também participei da turma de WebFullStack da DigitalHous. A partir daí, comecei a me envolver bastante com Comunidades de TI e, além de participante, também sou palestrante em diversos eventos ligados à Tecnologia, como hackatonsworkshops, palestras, painéis, congressos, conferências, bootcamps etc. Fui também professora voluntária de programação em turmas de desenvolvimento Front e Back-End exclusiva para mulheres e desenvolvi alguns projetos pessoais. Recentemente conheci a área de IoT, por meio da FuseIoT, e estou estudando muito para poder aplicar meus conhecimentos em desenvolvimento e ajudar IoT a crescer.  

Qual sua maior inspiração profissional? 

No meu ainda curto caminho em Tecnologia, conheci muitas pessoas que me inspiram até hoje. Mas acho que a primeira pessoa foi minha professora do [des]programe, Cristina Luz, que praticamente me empurrou quando nem eu acreditava em mim. Vão faltar linhas para citar todas as mulheres maravilhosas que estão na minha vida, ainda me ajudam e me inspiram de alguma forma. Também preciso citar Murilo Silva, que acredita em mim, me incentiva, apoia, ensina e me mostra que sou capaz sim e posso muito mais do que penso, além de me apresentar ao mundo de IoT. Eterna gratidão a todos!  

Quais foram os maiores desafios que você enfrentou ou enfrenta na sua profissão por ser mulher? 

Já enfrentei bastante coisa por ser mulher nessa área, que é em sua maioria masculina. Um grande desafio é sempre ter que provar que é capaz e saber sobre o que está falando, pois sempre colocam em prova sua competência. Aos poucos, vamos provando e mostrando que temos tantas habilidades como qualquer um. 

Como você enxerga o cenário de IoT no Brasil e a atuação da mulher nesse nicho específico? 

IoT é um mercado que está em grande crescimento. Como tudo está no começo, é um grande prazer participar dessa evolução e poder ajudar a construir esse cenário. Justamente por isso que é importante termos diversidade, para que a área cresça e evolua com uma mentalidade mais aberta e assim possa alcançar melhor desenvolvimento. 

Quais conselhos você daria às mulheres que estão começando a trabalhar com tecnologia e IoT?

Não desistam: pode ser difícil, mas somos capazes! Estudem muito, conheçam pessoas, se especializem e pensem no seu foco e objetivos. Não deixem que nada as desviem nem criem barreiras para vocês mesmas. Ocupem seus lugares! 

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desenvolvimento tecnológico

A mulher tem muito a contribuir para o desenvolvimento tecnológico

Marília Lara fala sobre os desafios de ser respeitada enquanto profissional e como equilibrar as responsabilidades de empresária, mãe e dona de casa.

Conte-nos um pouco sobre sua área de formação e trajetória profissional até este momento.

Sou formada em Administração de Empresas e mestre em marketing. Iniciei minha carreira estagiando em empresas ligadas a Bens de Consumo (a Danone e a Johnson & Johnson), na área de relacionamento com distribuidores e Trade Finanças. No ano em que me formei na faculdade fui trabalhar na empresa de meu pai, a LDE, e lá aprendi muito sobre empreendedorismo, tendo trabalhado principalmente nas áreas de Gestão de Pessoas, Finanças e Estratégia. Pouco depois de me formar no mestrado comecei a dar aulas na ESAGS Strong, uma faculdade de administração localizada na cidade de Santo André – me dividindo entre a empresa do meu pai e as aulas.

Em 2015 eu e meu sócio, Antônio, criamos a Stattus4. No início eu me desdobrei entre a LDE, as aulas na ESAGS e a Stattus4. Mas no início de 2016, assim que nasceu o meu segundo filho, passei a me dedicar integralmente à Stattus4 – tocando as todas áreas administrativas da organização.

Em que você se inspira profissionalmente?

Não tenho apenas uma pessoa que me inspira. Vários profissionais me inspiraram ao longo de minha trajetória. Um livro muito importante para mim, o #VQD da Endeavor, trouxe histórias de muitos empreendedores que foram muito importantes para que eu tomasse a decisão de empreender. Com o risco de ser clichê, meu pai e minha mãe também são grandes inspirações para mim, pois me ensinaram muito sobre empreendedorismo e me ajudaram a trilhar os meus caminhos até hoje.

Quais foram os maiores desafios que você enfrentou ou enfrenta na sua profissão por ser mulher?

Eu acredito que são muitos os desafios que enfrentamos por sermos mulheres. O principal deles é conseguirmos sermos ouvidas e respeitadas enquanto profissionais. Não foi uma nem duas vezes que, ao negociar com outros homens, eu fui diminuída pelo fato de ser casada com o meu sócio, com eles deixando claro que eu estava ajudando o meu marido na empresa dele, e não que somos sócios com a mesma participação, direitos e deveres.

Outro desafio diário que enfrento é o fato de precisar equilibrar as responsabilidades de mãe, dona de casa e empresária. A pressão que recebemos, e fazemos em nós mesmas, para conseguir estar presentes na vida de nossos filhos, ao mesmo tempo que mantemos a roda girando na empresa, é muito grande e não é raro que eu tenha o sentimento dividido entre essas duas esferas da minha vida.

Como você enxerga o cenário de IoT no Brasil e a atuação da mulher neste nicho específico?

Eu acredito que o IoT ainda está nascendo no Brasil e há muitas oportunidades de negócio e desenvolvimento. E a atuação das mulheres nesse nicho possui os mesmos desafios que nos nichos de programação, engenharia e demais setores majoritariamente masculinos.

Nesse mercado, contudo, a mulher tem muito a contribuir, não apenas com o seu desenvolvimento tecnológico, mas também por ser um mercado naturalmente sistêmico – e a visão holística dos problemas e desafios é crucial. As mulheres, de forma geral, possuem uma habilidade nata para isso. O que as torna um asset importante para o desenho dos modelos de negócio inseridos nesse mercado.

Que conselhos você daria para as mulheres que estão começando a trabalhar com tecnologia e IoT?

Tenha confiança em você e no seu trabalho; e aproxime-se de homens e mulheres que te respeitam.

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Aisla Nascimento

Aisla Nascimento fala sobre sua trajetória profissional e o mercado de IoT

Aisla Nascimento, gerente de novos Negócios da Parlacom, conta como saiu das telecomunicações para uma das maiores empresas de IoT em todo o mundo.

Conte-nos um pouco sobre sua área de formação e trajetória profissional.

Sou formada em Comunicação Social, com habilitação em Relações Públicas. Minha trajetória profissional na área de tecnologia iniciou-se em telecomunicações em 1998, na antiga Telesp Celular. Ali, me apaixonei por tecnologia e decidi seguir carreira na área. Atuei em grandes empresas do setor como NET, TV CABO, Link Solutions, ON.

A minha jornada é de constante aprendizado e utilizo a tecnologia como aliada estratégica da comunicação para envolver diversos públicos, e isso possibilita chegar mais perto e, ao mesmo tempo, a um número maior de pessoas.

E foi na Link Solutions, ao atuar como gerente comercial, que conheci de perto o mercado de M2M.

Hoje, sou gerente de novos Negócios da Parlacom, que é focada em IoT. A empresa possui equipes distribuídas tanto no Brasil quanto no exterior (EUA, Canadá, Inglaterra, Índia) e infraestrutura de TI com Data Centers nos EUA, Inglaterra e Brasil. A Parlacom é líder em tecnologia e customização para gestão e conta com uma série de oportunidades de negócios no mercado de M2M e IoT. 

Em quem você se inspira profissionalmente?

Cresci ouvindo que qualquer pessoa pode realizar o que desejar. Só precisa estabelecer planos e correr para conquistar seus sonhos. Acho que ainda escuto meu pai falar: “você pode tudo!” Por isso, afirmo que minha família é minha inspiração. No campo profissional, trabalhei com mulheres incríveis como Mariana Filizola, executiva de destaque que conseguia conciliar, com maestria, carreira e família.

Quais foram os maiores desafios que você enfrentou ou enfrenta na sua profissão por ser mulher?

Os desafios são diários: encontrar o equilíbrio necessário para desempenhar todos os papéis exigidos pela vida moderna, estar constantemente estudando e reaprendendo, desenvolver networking, ter flexibilidade e ficar atenta às tendências que o futuro reserva.

A mulher precisa provar todo dia sua importância e conhecimento em uma área predominante masculina.

Como você enxerga o cenário de IoT no Brasil e a atuação da mulher nesse nicho específico?

No Brasil, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação, estima-se que, até 2025, vamos ultrapassar o número de 35 bilhões de dispositivos conectados.

Diante desse cenário, mas do que uma promessa, o IoT é algo que já está acontecendo e transformando empresas e a nossa vida.

Projetos já implementados e em estágios avançados no varejo, cidades inteligentes, agronegócio, telemedicina e segurança estão reduzindo custos e aumentando a produtividade e eficiência.

Percebo uma peculiaridade. O surgimento de times multidisciplinares e diversas parcerias estratégicas em torno de novos projetos, além disso, o mercado brasileiro está ligeiramente mais maduro e conta com muitas startups, que criam um cenário disruptivo, com diversas oportunidades para mulheres que têm interesse em atuar nesse setor.

Quais conselhos você daria às mulheres que estão começando a trabalhar com tecnologia e IoT?

Como disse Henry Ford, ”Se você acredita que pode, você pode. Se você acredita que não pode, você não pode”.

Acredite: você pode voar! Voe na direção de seus objetivos. Faça sua rota para alcançar o que deseja. Não permita que alguém influencie na direção contrária. Supere os obstáculos. Não desista. Vença a si própria. Não espere alguém acreditar em você. É você quem deve acreditar em si mesma. A força vem de dentro. É fundamental que você estude, se qualifique, tenha resiliência e acompanhe a evolução de IoT no Brasil e no mundo.

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estratégias inovadoras

Caroline Riley, CEO da Tacira, revela como desenvolveu e implementou estratégias inovadoras

Caroline Riley, CEO da Tacira, revela como desenvolveu e implementou estratégias inovadoras para algumas das principais empresas do mundo.

Conte-nos um pouco sobre sua área de formação e trajetória profissional.

Sou CEO da Tacira, startup de tecnologia que associa IA a IoT para monitoramento e interação com objetos à distância. Entre nossos clientes estão Hughes, AT&T, American Tower e Elsys. Com mais de 18 anos de experiência à frente de organizações e projetos, desenvolvi e implementei estratégias para empresas globais e líderes de mercado para América Latina, Estados Unidos e Europa. Trabalhei em inovação e gestão de produto na Nestlé, conduzi projetos para empresas como Bunge, B3, Fast Shop, Microsoft, incluindo fusões e aquisições, como a compra da Vivo pela Telefónica e a fusão entre LAN e TAM, que deu origem à LATAM. Como formação cursei Machine Learning no MIT, Computer Science for Business Professionals por Harvard, tenho um MBA da Madrid Business School – CEU IAM e me graduei na USP.

Em que você se inspira profissionalmente?

Minha maior inspiração são os chamados game changers, pessoas e organizações que mudam a forma de se fazer negócios e alteram a dinâmica de setores inteiros. Um exemplo disso é a Amazon, pioneira do ecommerce, que aproveitou os benefícios logísticos de uma loja virtual e criou os algoritmos de recomendação.

Quais foram os maiores desafios que você enfrentou ou enfrenta na sua profissão por ser mulher?

Como mulher, você se acostuma a provar seu valor constantemente. Na maior parte das reuniões que participo, sou a única mulher. É comum que as pessoas se dirijam ao homem que está a seu lado, ainda que ele seja de sua equipe e não esteja conduzindo a conversa. Piadas e comentários inadequados também acontecem. Estar mais preparada, ter jogo de cintura e não se afetar por situações como essas são desafios.

Como você enxerga o cenário de IoT no Brasil e a atuação da mulher neste nicho específico?

Na minha opinião, IoT tem o poder de mudar a forma como vivemos em todo o mundo. Serão bilhões de dispositivos conectados produzindo uma enorme quantidade de dados e gerando oportunidade para novos negócios, seja para maior conveniência das pessoas ou para otimização de processos e custos. A associação de IoT com IA é poderosa tanto no aspecto da análise dos dados quanto das possibilidades de interação criadas, como comandos via voz ou customizações por usuário. No Brasil, as projeções de crescimento são animadoras e o  Plano Nacional de Internet das Coisas veio reforçar isso. Nós apostamos no setor de segurança como um motor para o crescimento de IoT no Brasil.

 As novas tecnologias recriam o mundo. Se elas são produzidas em sua maioria por homens, é natural que elas carreguem sua visão de mundo. A revisão dos assistentes de voz, apoiada pela Unesco, demonstra isso. A mulher tem bastante a acrescentar, trazendo seu talento e seus valores na criação de tecnologias para um mundo com maior equidade.

Que conselhos você daria para as mulheres que estão começando a trabalhar com tecnologia e IoT?

Meu conselho para as mulheres no setor de tecnologia e em outros setores com maioria masculina é: acreditem em si mesmas, acreditem umas nas outras. Dar oportunidades a outras mulheres e enxergar o valor profissional além de nossos vieses comportamentais pode contribuir para melhorar a equidade entre gêneros. Os outros conselhos seriam os mesmos que daria a profissionais iniciantes: buscar conhecimento constantemente, automotivação, cooperação e resiliência.

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mercado de IoT

Os desafios que uma recém formada enfrenta no mercado de IoT

Nesta entrevista, Domarys Corrêa apresenta a realidade de quem acaba de se formar e os desafios que enfrenta no mercado de IoT.

Conte-nos um pouco sobre sua área de formação e trajetória profissional. 

Me formei recentemente como bacharela em Ciência da Computação. Em meio à busca de temas para pesquisa durante a graduação optei por um assunto que envolvia possíveis soluções IoT para monitoramento de sinais. No desenvolvimento deste trabalho me encantei com as tecnologias IoT e todas as nuances de aplicações disponibilizadas por elas. Atualmente encontrei uma empresa, a O.S.Systems, que atua na área de embarcados e a qual tem me propiciado grande experiência e conhecimento. 

Qual sua maior inspiração profissional? 

Saber que a computação e demais tecnologias nos entregam o poder de gerar soluções que podem impactar de forma positiva no bem-estar e na vida das pessoas é o que mais me motiva. Na graduação, descobri que IoT poderia ser utilizada para solucionar algo que sempre me chamou a atenção: a morte súbita do lactente. Esta se trata da morte repentina e sem sinais prévios que ocorre durante o sono da criança, de difícil confirmação e que ainda está rodeada de perguntas. O monitoramento infantil é uma solução possível e algumas empresas inclusive já desenvolvem sistemas para fins semelhantes, mas estes sistemas ainda permitem maior aprimoramento. Nesse cenário, tanto IoT quanto sistemas embarcados trazem maior eficiência e agilidade para essas soluções e isso é o que mais me motiva a continuar nessa área: a possibilidade de gerarmos segurança, confiança e salvar vidas. 

Quais foram os maiores desafios que você enfrentou ou enfrenta na sua profissão por ser mulher? 

Embora saiba de diversas situações de dificuldades encontradas por amigas e colegas da área, felizmente não houve nenhuma experiência negativa relacionada ao meu sexo. Tive a grande sorte de me desenvolver em ambientes em constante transformação onde discussões e debates sobre equidade e respeito, entre outros, são bem-vindos na construção interna de consciência. 

Outro ponto em destaque é a curva que está ocorrendo nas empresas e instituições de tecnologias, que estão procurando investir em políticas de inclusão para aumentar o número de mulheres nos setores tecnológicos, através de eventos focados no público feminino e na investigação dos motivos pelos quais as profissionais não acessam certos setores ou não se mantêm neles. 

Como você enxerga o cenário de IoT no Brasil e a atuação da mulher neste nicho específico? 

Na minha percepção o cenário atual, como o de outras áreas de cunho computacional e afins, é de crescimento e adaptação, localizando nichos para investimento e se moldando conforme o mercado solicita. Focando-se em tecnologias IoT as boas-vindas ficam ainda mais perceptíveis graças às promessas de maior conveniência e inovação em todos os locais e a qualquer hora. 

Que conselhos você daria para as mulheres que estão começando a trabalhar com tecnologia e IoT? 

Primeiramente, independente da diferença entre os números de homens e mulheres, as dificuldades técnicas são as mesmas para todos, então meu principal conselho para quem vai cursar ou trabalhar na área é: tenha perseverança. Se você não conseguir, se demorar mais que os outros, se não ficar perfeito, está tudo bem: nada disso significa que você não tem capacidade, habilidade ou inteligência. 

Segundo conselho: respeite e exija o mesmo. Por ainda serem maior quantidade, os homens muitas vezes estão em posições de liderança, seja nos papéis de especialistas, professores ou chefes. Porém isso não dá direito a ninguém de desvalorizar você e nem de colocá-la em uma situação desconfortável de forma alguma. 

Meu terceiro e último conselho: unam-se mulherada! O local de trabalho nos dias de hoje é um ambiente que frequentamos tanto quanto nossa própria casa, então ter boas relações e alcançar um ambiente confortável é o essencial. Mas ter outras mulheres da mesma área que a sua, que possam trocar experiências, adicionar conhecimento, apoiar você com conselhos e nas suas dúvidas é vital. Se ver representado nos dá maior segurança e conforto para podermos trabalhar na busca do nosso próprio espaço, e isso não tem preço.

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iniciando em IoT

Conselhos para mulheres que estão iniciando em IoT

Confira a trajetória de Diandra Martini, Business Analyst na O.S Systems e seus conselhos para mulheres que estão iniciando em IoT.

Conte-nos um pouco sobre sua área de formação e trajetória profissional até este momento

Sou formada em Relações Internacionais com ênfase em gestão de negócios e, atualmente, respondo pela área comercial da O.S.Systems, que é uma empresa especializada em consultoria e desenvolvimento de sistemas operacionais embarcados e soluções para atualização Over The Air (OTA). Sempre atuei na área comercial, essencialmente com relacionamento e poder trazer essa experiência e contribuir com um meio disruptivo como o da tecnologia, tem sido incrível e desafiador. 

Em que você se inspira profissionalmente?

Eu procuro me inspirar no trabalho de outras mulheres e lembrar daquelas que enfrentaram uma realidade com inúmeras objeções e, mesmo assim, fizeram muito pelas suas áreas como Katherine Johnson, Bertha Lutz, Joan Clarke… Da atualidade é impossível dizer uma só.

Também contei com gestores incríveis, que me incentivaram a buscar o aprendizado contínuo e que acreditaram muito em mim. Mas hoje, posso dizer que a minha fonte diária de inspiração é a equipe aqui da O.S. Systems. A dedicação, a busca constante pelas melhores soluções e o nível de comprometimento com os projetos me motiva a fazer sempre o melhor que eu posso. É um time de ouro.

Quais foram os maiores desafios que você enfrentou ou enfrenta na sua profissão por ser mulher?

Penso que o maior desafio para todas nós é conseguir o famoso “lugar à mesa”. A maternidade ainda exerce um peso muito forte na contratação e promoção de mulheres e isso afeta diretamente o modo como somos vistas pelo mercado de trabalho. Eu me considero privilegiada por contabilizar apenas experiências positivas até hoje, mas o assédio e a discriminação é uma realidade para muitas mulheres, infelizmente.

Como você enxerga o cenário de IoT no Brasil e a atuação da mulher neste nicho específico?

O cenário é muito promissor. Podemos perceber isso no agronegócio, por exemplo, cada vez mais o setor tem investido em IoT. O setor público também já percebeu essa possibilidade e acredito que virão maiores investimentos nos próximos anos.

A atuação das mulheres é fundamental para atingirmos uma perspectiva mais rica e diversificada para esse cenário. A tecnologia não surge do nada, ela é pensada e desenvolvida por pessoas e reflete muito da realidade onde elas estão inseridas. As mulheres têm uma sociabilização muito diferente da dos homens e trazer essa perspectiva contribui muito para a tecnologia. A variedade de experiências de vida é essencial na construção de ideias inovadoras.

Que conselhos você daria para as mulheres que estão começando a trabalhar com tecnologia e IoT?

Não desistam! O processo de aprendizado no mercado de tecnologia é árduo e contínuo. Na área técnica a exigência é ainda maior e o caminho até a aquisição de know-how é lento. Para as mulheres que estão em um contexto de casamento e filhos pequenos, conciliar isso é muito difícil. Já conheci mulheres que desistiram por isso, é triste. A complexidade não diminui para aquelas que não vivem essa realidade, mas não ter de se preocupar com rotinas domésticas e maternidade torna o processo mais prazeroso.

Penso que a principal mensagem seja buscar apoio em outras mulheres. Eu gosto muito de uma frase da Valeisha B. Jones que diz: “Se você se senta à mesa e não traz outras mulheres, então não está fazendo seu trabalho”. Indiquem outras mulheres, apoiem umas às outras, comemorem as vitórias. Essa revolução tecnológica da qual somos parte, é um momento muito importante da história para passarmos sozinhas.

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desafios das mulheres

Cristiane Echenique fala sobre os desafios das mulheres no mercado de trabalho

Cristiane Echenique, marketing da NLT Telecom, mostra que, se para mulher o desafio no mercado de trabalho é dobrado, o sucesso para quem acredita também deve ser.

Conte-nos um pouco sobre sua área de formação e trajetória profissional.

O que sei hoje, aprendi no dia a dia, lidando com os desafios mais variados da profissão, coisas que não se ensinam na sala de aula.

Trabalhar com tecnologia é um aprendizado constante e, como em qualquer área, temos que estar sempre antenadas com o que o mercado está praticando, pois estamos em constante desenvolvimento.

Sempre trabalhei no segmento de telecomunicações nas áreas de marketing e produtos em empresas como Telefônica e Claro e, agora, conduzindo o marketing na NLT Telecom.

Além da vivência cotidiana, a base acadêmica também se faz necessária. Sou graduada em Publicidade e Propaganda, com MBA em gestão empresarial.

Qual sua maior inspiração em sua trajetória profissional?

Minha família é a maior inspiração que tenho, tanto na área profissional ou pessoal. Sempre fui incentivada a buscar o que eu acredito e meus pais sempre me apoiaram nas minhas tomadas de decisão.

Na área de tecnologia, admiro muito uma pessoa com a qual tive o prazer de trabalhar, Fiamma Zarife, Managing Director no Twitter Brazil. Ela é uma inspiração como mulher, como mãe e como executiva, deixando claro que é possível ser tudo isso e, ainda, ser bem-sucedida na carreira profissional.

Quais foram os maiores desafios que você enfrentou ou enfrenta na sua profissão por ser mulher?

Os desafios são diários, pois é uma área que está em constante mudança e, se você não está preparado e atento à contínua evolução do mercado, você fica obsoleto rapidamente.

Estudar novas tecnologias, manter o networking com pessoas da mesma área e de outras áreas correlatas, saindo da zona de conforto, é o maior desafio

Em se tratando de ser mulher, o desafio é dobrado, pois você precisa comprovar suas habilidades constantemente.

Como você enxerga o cenário de IoT no Brasil e a atuação da mulher neste nicho específico?

IoT é um mercado promissor e, ainda, há muito a ser descoberto e conquistado, muita coisa para evoluir, seja nas questões regulatórias, seja nas soluções a serem desenvolvidas. Sem dúvida, é um grande e estimulante caminho a ser percorrido e me sinto preparada para isso. As mulheres podem trabalhar no que quiserem, incluindo a área de IoT, desde que se informem bem e escolham com vontade e determinação como desejam contribuir para o desenvolvimento deste setor.

Que conselhos você daria para as mulheres que estão começando a trabalhar com tecnologia e IoT?

O primeiro conselho é buscar informação de qualidade e sempre estar a par sobre a evolução contínua da área. Existem diversos caminhos a serem percorridos, mas o mais importante é estar preparada, ter conhecimento para fazer boas escolhas, identificando as ações ideais para cada um destes caminhos. Estudar muito, se atualizar e não deixar que nada interfira em seus objetivos, principalmente por ser mulher. Nós podemos tudo!

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“Não fique esperando a oportunidade, crie a oportunidade”, diz Mirihele Arcanjo, da Extract

Fundadora e CEO da Extrack, empresa que usa a Internet das Coisas para monitorar, controlar, analisar e gerenciar o risco das operações de segurança dos ativos dos seus clientes, a Mirihele Arcanjo conta um pouco mais sobre os seus desafios e trajetória.

Qual a sua formação e qual foi a sua trajetória profissional até este momento?

Sou formada em Administração de Empresas, com ênfase em Comércio Exterior. Mas nunca trabalhei com Comércio Exterior! Durante a minha trajetória, antes da formação acadêmica, eu atuava no comércio, sempre na área de vendas, e, após iniciar a minha formação acadêmica, no primeiro mês de universidade, comecei a minha jornada de estágios e programas de trainee em multinacionais, sempre com objetivo de obter o maior cargo e salário. Mas literalmente o esgotamento e a minha ambição me fizeram mudar de ideia, e, no último ano de universidade, me vi em um momento de mudança profissional e uma vontade enorme de iniciar o meu próprio negócio, e assim fiz!

Sempre me interessei pelo universo de Software as a Service − SaaS, principalmente o modelo de assinatura recorrente. Então iniciei a minha jornada de atuação no mercado de rastreamento de veículos. Nesse mercado fiz a minha primeira captação de investimento anjo, de meio milhão de reais, e criei a minha empresa Extrack Tecnologia. Hoje atuo com outras verticais, não mais com rastreamento de veículo, mas sim com IOT, drones e diversas outras, entretanto, mantenho o foco em tecnologia para o setor de segurança privada e pública.

Após quatro anos de Extrack, busquei alternativas de diversificar o meu risco de negócio e criei a Connect Five, que tem o foco em eventos, network e vendas. Estamos completando oito anos de Extrack e quatro anos de Connect Five, e a minha jornada está só no início!

Quais os maiores desafios que você enfrenta na sua profissão por ser mulher? Já sofreu algum tipo de preconceito?

Atuar nestes dois setores, segurança e tecnologia, realmente é um grande desafio, porque é um mercado totalmente masculino. O fato de ser mulher nesse cenário me trouxe a percepção de que eu teria que ter mais conhecimento técnico para superar as expectativas das pessoas que eu estava envolvida no trabalho. Estudei tanto esse universo de tecnologia que hoje eu dou cursos sobre o assunto e desenvolvi até um evento para falar disso.

O fato de ser mulher gera mais indagações sobre o serviço que estou oferecendo, principalmente se eu tenho o conhecimento suficiente para resolver o problema. Sem dúvida, o esforço para realizar uma venda é maior nesse cenário, na maior parte das vezes.

Como você enxerga o cenário de IoT no Brasil e a atuação da mulher nesse nicho específico?

Que o mercado de IOT está crescendo cada vez mais, disso não temos dúvidas. Juntamente cresce a carência por profissionais no setor. Logo a necessidade de formação se amplia, e as mulheres vão entrando cada vez mais nesse universo.  Incentivar e abrir espaço para as mulheres nesse setor. Para mim é o maior desafio no mercado. Afinal a necessidade existe, a formação existe, mas onde estão as mulheres para se candidatar aos cargos? O que falta é incentivo, exemplos e o empoderamento para trazer as mulheres para esse cenário, que é crucial. Como disse Tian, Wei Apresentadora da CGTN, “Qualquer sociedade que não consiga aproveitar a energia e a criatividade da mulher, está em desvantagem no mundo moderno”. 

Que conselho você daria a uma mulher que queira trabalhar com tecnologia / IoT?

Estude e faça rápido! Não fique esperando a oportunidade, crie a oportunidade. Não espere receber por algo pela condição de ser mulher. Os esforços são mútuos, independentemente de qualquer situação que você se encontre. O mercado está crescendo, as oportunidades estão aparecendo. Basta você se esforçar e lutar contra qualquer barreira que esteja em sua frente.

Quem inspirou você na sua trajetória profissional?

A minha inspiração veio de dentro de casa. Sempre fui incentivada a me movimentar para alcançar os meus objetivos, com trabalho duro, perseverança, aprendizagem, estudo e sacrifícios. Sempre ouvia “Faça por merecer”, um ditado que guardo no coração e para vida. Ouvi isso de minha vó Oterlina e de minha mãe, Mirna, ambas mulheres cheias de energia e garra, que me inspiram o tempo todo com suas histórias e lições de vida.

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Luciana de Lira

Luciana de Lira é maratonista das pistas e de IoT

Luciana de Lira já pode ser considerada veterana em IoT: trabalhou por muito tempo na Vivo e vendeu o primeiro projeto de Private LTE do Brasil (rede 4G privada) para a Vale, inclusive esse trabalho lhe rendeu 3 prêmios. Atualmente ela encabeça um novo projeto de Big Data e mídia no Grupo HBO (Warner Media / AT&T). Confira a entrevista com essa profissional que corrobora a nossa série #IoTéCoisaDeMulher.

Qual a sua formação e qual foi a sua trajetória profissional até este momento?

Sou Formada em Ciências Contábeis com pós-graduação em Marketing, tenho cursos de Big Data e Inteligência Artificial.  Sempre trabalhei com TI (IBM, Telefônica, Brasil Telecom, Oi e Vivo) e clientes B2B, vendendo Telecom e, nos últimos 3 anos, TI, Big Data e Projetos de IOT, uma área muito nova para as empresas de Telecom e, portanto, super desafiadora. Na Vivo eu atendia a clientes de mineradoras e agronegócios.

Quais os maiores desafios que você enfrenta na sua profissão por ser mulher? Já sofreu algum tipo de preconceito?

É um desafio trabalhar no mundo de tecnologia. Sempre ouço: “você tem certeza de que vai visitar uma mina?” Ou “você realmente entende de IoT?”

Como você enxerga o cenário de IoT no Brasil e a atuação da mulher nesse nicho específico?

O mercado de IoT está crescendo exponencialmente, principalmente no campo e nas empresas mineradoras, e vejo muita mulher atuando. Tive colegas em IoT em áreas como eficiência energética, gestão de frotas etc. Mas nunca encontrei mulheres nos clientes que atendi. Ainda é um mundo muito masculino.

Que conselho você daria a uma mulher que queira trabalhar com tecnologia / IoT?

Para que elas não baixem a cabeça caso recebam olhares desaprovadores, que estudem muito o mercado, pois é uma área desafiadora e instigante ao mesmo tempo.

Quem inspirou você na sua trajetória profissional?

Profissionalmente Daniela Cachich, por inspirar e incentivar todas as mulheres no mercado de trabalho. Na minha vida me inspiro e me orgulho da minha mãe, que criou 3 filhos sozinha e sempre nos ensinou que devemos lutar por aquilo que queremos e acreditamos.

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#IoTéCoisaDeMulher

Raquel Monteiro é a primeira entrevistada da série #IoTéCoisaDeMulher

Responsável pela área de novos negócios de IoT da American Tower do Brasil, a Raquel respondeu às nossas 5 perguntas e trouxe várias reflexões interessantes.

Qual a sua formação e qual foi a sua trajetória profissional até esse momento?

Sou formada em Administração de Empresas e Comércio Exterior. Eu iniciei a minha carreira em Real Estate, de 2008 a 2015, atuando como consultora de uma empresa americana.

Em 2015 entrei na mesma área da American Tower e esse foi meu primeiro contato com uma área tecnológica, mesmo que atuando nos bastidores de uma multinacional que oferece infraestrutura para grandes operadoras de telecomunicação. Dentro da empresa, fiz uma transição de área, com a chegada da tecnologia LoRaWAN ao portfólio de novos negócios da companhia, atuando no desenvolvimento de Novos Negócios de IoT, ampliando a minha atuação na área de tecnologia.  

Quais os maiores desafios que você enfrenta na sua profissão por ser mulher? Já sofreu algum tipo de preconceito?

Como é uma área que possuem poucas mulheres atuando, um dos maiores desafios que, na minha opinião eu tenho, é que sempre tenho que redobrar a minha preparação técnica para apresentar um projeto ou trabalho, como forma de proteção para que a minha competência não seja colocada em questão.

Nunca sofri preconceito explicitamente, mas já senti que as minhas habilidades foram postas em xeque pelo simples fato de eu ser mulher.

Como você enxerga o cenário de IoT no Brasil e a atuação da mulher nesse nicho específico?

O cenário de IoT no Brasil, assim como no mundo, é de um enorme potencial e crescimento, já que caminhamos para uma sociedade cada vez mais conectada e automatizada.

De forma geral, o mercado sofre com a carência de bons profissionais na área, pois o próprio mercado está amadurecendo, e quando levantamos a questão de gênero nesse nicho e diante desse contexto, essas diferenças ficam ainda mais latentes. Por isso a iniciativa do IoT Labs #IoTéCoisaDeMulher deve ser olhada de forma superpositiva.

Que tipo de conselho você daria para uma mulher que queira trabalhar com tecnologia/ IoT?

Pensando na minha trajetória, como não sou formada num curso com foco tecnológico, corri atrás de formações técnicas complementares, além de interagir com profissionais que já trabalhavam na área e que pudessem me orientar, e que atuaram de certa forma como mentores. Além de estudar muito sobre o tema IoT e LoRaWAN, desde questões técnicas e de como o mercado funciona, foi também no dia a dia que, entre erros e acertos, aprendi a desenvolver a minha função dentro desse ecossistema. Por isso o meu conselho para as mulheres que queiram trabalhar na área: saibam em qual lugar vocês gostariam de atuar, pois o universo de IoT é enorme e complexo, estejam preparadas tecnicamente e tenham resiliência, pois o mercado sempre absorve profissionais competentes e preparadas.

Quem te inspirou na sua trajetória profissional?

Ao longo da minha carreira eu tive alguns gestores, parceiros e amigos, que foram uma referência para mim, por conta de sua postura ética e profissional, incluindo mulheres inspiradoras. Atualmente tenho na minha equipe, profissionais que diariamente me inspiram por conta das qualificações, postura e espírito de equipe.

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